sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Doce Aventura

Hoje levantei com uma sensação muito boa, como se tivesse passado um dia inteiramente feliz. Estranho... estou numa péssima fase da minha vida e me senti assim, cheio de vigor. O motivo disto é o ilógico querendo me consolar pelos dias difícieis. Nada como ter um bom relacionamento com a nossa própria máquina. Quem melhor que ela para nos entender?

Ladilhas à parte, vamos ao que interessa.

Ontem, após um dia inteiro de trabalho, cheguei acabado em casa. Apesar do desgaste físico, consegui me manter acordado por mais umas horas. Afinal eu não iria conseguir deixar de login no MSN e dar um oi aos amigos e principalmente a uma pessoa muito especial.

Apesar de ter me sentido muito mal fazendo isto (por alguma razão), fui para a cama deprimido e dormi. Pois é, as vezes precisamos conversar com o nosso corpo para saber o que ele pode nos aconselhar, de que forma ele pode nos ajudar, o detalhe ficará no 'quando', pois no 'como' , somente você poderá fazê-lo.

Não demorou muito e comecei a sonhar. O sonho se inicia comigo vivendo num apartamento no penúltimo andar (não tinha como verificar isso, mas era a sensação que tinha). Estava sentado, assistindo tv e logo escutei gritarias dos vizinhos. Quando saio pela porta, me deparo com toda correria e o apartamento do lado em chamas. Só deu tempo de vestir algo e correr.

No meio da correria, uma garota linda, com lágrimas nos olhos e muito assustada, branquinha feito um floco de neve, com a pele macia que parecia uma seda e um cabelo lindo preso entre um prendedor aparentemente rosado, me pedia ajuda. Peguei-la nos braços, que não hesitou em me abraçar, e a levei para fora do edifício. Chegando ao solo, corremos sem direção e muito assustados, mas sempre sem desgrudar as mãos.

Por alguma razão desconhecida, haviam pessoas más procurando por nós. Não sei quais eram as intenções, pois logo em seguida a polícia também estava nos querendo (PS: sonhos são assim mesmo... hehe). Mais uma vez corremos, e quase nos encontramos encurralados. Só nos restou ir por cima. Cima? Sim, telhados. Subimos às pressas pelos muros e logo pelos telhados, chegando a uma casa com um sótão abandonado.

Nos encurralaram. Entrei em desespero. Agarruei-la pelo braço e puxei-la para que pulasse para o telhado inferior, no quintal da casa. Eu pulei e ela ficou. Mais desesperado ainda, pois não dava para subir, pedi para que ela se escondesse no sótão enquanto eu arrodiava para ajudá-la.

Levei uma década para chegar no mesmo local, enquanto até helicópteros já nos procuravam. Quando cheguei, havia um buraco aberto entre os telhados e eu não a via. Gritei seu nome (o qual desconheço) e logo ela surgiu, bem assustada, mas aparentemente determinada, pondo apenas a cabeça para fora, como se fosse um gato às espreitas. Fiquei muito feliz ao vê-la novamente e encantado pela graciosidade da atitude que tomou ao se esconder. Ela me chamou, e, desta vez, ela que agarrou o meu braço me conduzindo como se quizesse me proteger.

Descemos por onde ela sugeriu, por um muro com pregos enferrujados mas dobrados. E seguimos a nossa jornada fugindo de algo que desconhecíamos, mas a cada passo, parecíamos inseparáveis. Já estávamos linkados pelo destino.

Chegamos a uma casa abandonada e ali ficamos. Estávamos exaustos de tanto fugir de algo que não sabíamos e resolvemos dali não sair mais. Foi assim que nos demos conta da razão pela qual estávamos fugindo: não queríamos mais nos separar. Já estávamos perdidos de amor. E ali aconteceu...

Infelizmente acordei neste momento, claro, preciso ir trabalhar, hehe. Fica em aberto o final que cada um quizer dar a essa aventura maravilhosa. E, por esta razão, aconselho que tentem dormir da melhor forma e mais tranquila possível. Sonhar faz bem e o seu corpo agradece.

Um bom dia a todos.

[]s

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